quinta-feira, 26 de julho de 2012

Home Theater

O estudo da história do mobiliário, além de nos permitir compreender diferentes modos de vida, proporciona prazer estético.
Através do mobiliário é possível se ter uma idéia da evolução da maneira de viver do homem ao longo dos séculos. O móvel sempre foi criado para satisfazer as necessidades de uma determinada sociedade, portanto pode nos dizer muito sobre os interesses dessa sociedade.
A madeira é o material mais comumente utilizado na fabricação de móveis. No Egito, há 5000 anos, artesões utilizavam técnicas muito sofisticadas que mesmo com o progresso tecnológico poucas foram as mudanças no trabalho da madeira. Os enxós, serras, formões. martelos, verrumas e plainas utilizados pelos antigos egípcios continuam a existir com as mesmas formas atualmente.


As peças do mobiliário primitivo eram talhadas num só bloco de madeira, desse modo o ofício de carpinteiro derivou do de entalhador. Com o tempo o carpinteiro deixou de executar todas as técnicas no fabrico do mobiliário e uma variante da sua arte passou a ser praticada pelo torneiro. A principal ocupação do torneiro passou a ser o fabrico de cadeiras e foi então que se deu o primeiro passo no sentido da técnica das juntas, uma vez que os pés e as costas da cadeira tinham de ser fixados no assento. A técnica de unir as partes de uma peça de madeira por meio de juntas derivou originalmente da carpintaria, onde era usada para forrar salas com madeira para decoração e ao mesmo tempo conservava o calor.  Como as tábuas unidas com prego não ficavam com folga necessária para suportar a dilatação e a contração da madeira provocada pelas mudanças de temperatura e umidade, criou-se um sistema de molduras encaixadas, as peças de madeira são unidas por meio de juntas de espiga e encaixe. Aos poucos o carpinteiro se dedica exclusivamente à construção de casas e os móveis ficam a cargo do marceneiro.

A história do mobiliário desenvolve-se a partir do momento em que o  homem deixa de ser nomade, ou seja, desde o momento em que passa a possuir uma habitação fixa, e acompanha a sua história política, social e artística até à atualidade. Ao longo do tempo, o mobiliário foi evoluindo consoante as necessidades humanas, a capacidade técnica e a sua sensibilidade estética. Deste modo a sua caracterização varia muito de acordo com a região e a época, podendo-se fazer uma divisão por períodos ou estilos que se inserem mais ou menos dentro dos grandes movimentos da história da arte.


                                   




 Impossível não se encantar com o bom gosto de um espaço bem criado, como uma sala que esbanja elegância.Podemos utilizar cores e acabamentos que predominam materiais naturais como madeira, camurça, linho, osso, entre outros, destacando um elegante estofado.       



Tudo que há no ambiente faz parte de um conjunto, que deve estar em sintonia, portanto não podemos esquecer que  o posicionamento da TV é fundamental para completar a harmonia do ambiente e também cuidar da saúde.




Adotar uma TV na sala de estar, quarto, ou qualquer outro espaço requer pensar em alguns detalhes para não causar incômodos a quem vai fazer uso dela. ATV na decoração de sala de estar, ou mesmo,sala de TV, tem um papel muito importante para colaborar no equilíbrio visual do espaço, como também, manter uma boa estética, além da funcionalidade que ela prevê. Assim, a TV também tem um papel importante na decoração lembrando de que alguns detalhes precisam ser levados em conta quando se estabelece um projeto para ela.



Algumas dicas básicas são válidas para ter um Móvel lindo com aparelhos bem instalados, e ter uma sala completa e arrojada.
Preferencialmente a altura de uma TV deve ser tal que seu centro geométrico esteja na média das alturas de uma pessoa sentada. Isto permite ergonomicamente que a cabeça esteja sempre ereta não causando cansaço da musculatura do pescoço. Na verdade, uma TV muito longe desta altura proporciona desconforto no decorrer do tempo.



Da mesma forma, o ideal é que a posição da TV esteja sempre de frente à quem a assiste, pois da mesma maneira olhar lateralmente para ela durante muito tempo também ocasiona cansaço e desconforto a quem a observa.







Conforme o tamanho da TV é necessário uma distancia ideal de afastamento para que não se prejudique as vistas. Não só isso, precisamente, a resolução de imagem tem um papel importante na hora da escolha da distância ideal.


TV Tabela TV na Sala: Dicas de Colocar e Decorar | Decoração, Design e Arquitetura


A tabela ao lado apresenta o que seria teoricamente a distância mínima exata da TV a um sofá baseado na resolução e tamanho da tela em polegadas:

















Fonte: http://www.omovel.com.br
            http://pt.wikipedia.org
           www.marcoscesarinteriores.com.br

terça-feira, 17 de julho de 2012

Lareiras - história e modelos


Elas combinam com o campo, a praia e a cidade...

É um cenário perfeito para reunir os amigos e a família.

Ao redor da lareira, a conversa fica animada

e o vinho ou o cafezinho ganha um sabor diferente.

Tudo de bom nesse tempinho de frio....




História da Lareira
A paixão do ser humano pelo fogo é muito antiga. Depois de sua descoberta, nossa vida nunca mais foi a mesma.
Os homens usam a "lareira" com a finalidade de aquecimento do ambiente e também como medida de segurança há muito tempo, já que forneciam iluminação para as casas através do fogo.As primeiras lareiras eram bastante simples, feitas com algumas pedras empilhadas manualmente. E possuíam uma abertura em cima da estrutura para a saída dos gases.
Como não havia muita técnica naquela época, a queima era ineficiente e a poluição do ar da casa muito grande. Além disso, a sujeira e as cinzas se espalhavam por todo o ambiente.
A colocação de chaminé nas lareiras surgiu ainda na idade média. O que facilitou bastante a utilização da peça.

Lareira medieval de Ludlow Castle 
Lá pelo século 18, começaram a ser mais do que uma necessidade, passaram a ser a peça central da casa, recebendo a atenção de todos como item de decoração. Novos materiais foram incorporados e técnicas de construção foram sendo descobertas.
Umas das maiores inovações foi a utilização do ferro fundido, com sua propriedade resiliente, que é a capacidade de absorver grandes quantidades de calor e devolvê-la ao ambiente sem sofrer deformações e trincas. Assim foram criadas as primeiras salamandras ("salamandra" para os alquimistas: "animal místico indestrutível pelo fogo" ou "espíritos do fogo". Esses pequenos animais ficavam escondidos entre as lenhas e quando se ateava fogo, saíam sem serem queimados. As salamandras em situações de perigo produzem um líquido sobre a pele que as protege das chamas).


Hoje em dia, o ferro fundido continua a ser muito empregado na fabricação das charmosas salamandras, além de incorporarem alguns outros tipos de materiais.
Lareira em mármore de Alnwick Castle 


As lareiras, assim como as salamandras, começam a fazer parte dos rituais sociais das pessoas, onde a família ou o grupo de amigos se sentam ao redor do fogo para reuniões casuais e aproveitam para jogarem conversa fora enquanto degustam petiscos e vinhos agradáveis.
Na era vitoriana, marcada pelo grande avanço nas artes e arquitetura, a lareira ganha status altamente decorativo. Artesãos e artistas, inovam em materiais e criam verdadeiras obras de arte. Há melhoria na estrutura das chaminés reduzindo a poluição no ambiente, aumentando a segurança e a eficiência da queima.
Com o passar dos séculos, a lareira também deu origem à criação de novas técnicas de aquecimento. Nos dias atuais, pode-se encontrar desde equipamentos elétricos e a gás, sistemas que se utilizam de dutos condutores de ar quente para aquecimento de vários cômodos simultaneamente, entre outros.


O aquecimento central (elétrico, a gás) pode até ser mais eficiente, mas nada substitui a atmosfera criada pela lenha crepitando e o balé das chamas em uma lareira.
Observar o fogo de uma lareira é como olhar milhares de anos de história, faz parte de nossa memória genética.


Atualmente

Hoje existem diversas formas, tipos e modelos de lareiras. Símbolo do rigoroso inverno europeu e de casais apaixonados, a lareira em todos seus modelos e feitios nunca sai de moda e nunca perde o encanto.

Lareira à Lenha

As clássicas lareiras à lenha preservam o cheiro de pinho, os estalos da madeira queimando e a cor natural do fogo. Elas podem ser feitas de alvenaria ou de metal. Existem as opções de comprá-la prontas ou mandar fazer sob medida embutida na parede. Ambas necessitam do auxílio de um profissional para fazer corretamente a canalização da fumaça. E a construção da lareira de alvenaria deve ter o acompanhamento de um arquiteto.
O tamanho do equipamento deve ser calculado para que haja eficiência tanto na função de distribuir calor quanto no espaço disponível no ambiente. Cuidados como utilizar um tijolo refratário e uma porta térmica de vidro evitam problemas no futuro.

Lareira a Gás


Na época em que vivemos onde se projeta cada vez mais as chamadas “construções verdes”, preparadas para não agredir a natureza, empregar materiais ecologicamente corretos, a lareira a gás sem chaminé se encaixa inteiramente neste conceito. Não queima madeira, não produz fumaça e resíduos, não requer nenhum tipo de coifa ou duto na obra. É instalada em um nicho decorativo, conectada a um simples ponto de gás e está pronta para seu show de beleza e fascínio. Ideais para apartamentos e residências, onde seus usuários querem praticidade e conforto, sem abrir mão da beleza do fogo.
São modernas, seguras com diversas opções, inclusive com acendimento automático e regulagem de temperatura por controle remoto. Nos países frios da Europa, Estados Unidos e Canadá estas lareiras já substituem as à lenha há muito tempo.
Lareira Elétrica


A vantagem desta opção é a facilidade de manuseio, para ligar basta apertar um botão – da lareira ou do controle remoto. A diferença desta para a lareira a gás, é que na elétrica não há queima de fogo. O sistema é o mesmo dos aquecedores, sendo necessária uma tomada. E para o efeito do fogo queimando há duas opções: toras de cerâmica imitando as lenhas de madeira ou imagens de chamas em 3D.
Como o princípio de funcionamento é o mesmo das estufas, a lareira elétrica tira a umidade do ambiente. Então, é indicado deixar um recipiente com água no local. Aproveite para complementar a decoração com um vaso de água que combine com os elementos da sala.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

A História do Banheiro

Moderno e aproveitável
Banheiros



Banheiros no interior de casas começaram a surgir ainda no terceiro milênio antes de Cristo. Escavações arqueológicas mostraram vestígios dessas construções em cidades localizadas no oeste da atual Índia. No Ocidente, porém, a história do banheiro teve uma evolução bem diferente. Na Grécia do século 5 a.C., por exemplo, as residências não contavam com toaletes e os gregos preferiam mesmo era se aliviar ao ar livre. Isso ainda ocorria na Roma do início da era cristã, quando também era comum o uso de penicos. Mas, se não gostavam de banheiros privados, os romanos adoravam fazer suas necessidades em público, em construções comunitárias anexas a termas. A expansão do Império Romano levou esse conceito do banheiro público a outras partes do mundo antigo. Mas, quando a grande potência se enfraqueceu, a partir do século 5, esse tipo de construção caiu em desuso. Dentro das residências, os banheiros só começariam a se popularizar na Europa em 1668, quando o Comissariado de Polícia de Paris, na França, emitiu um decreto determinando que todas as casas construídas na cidade a partir dali deveriam ter esse importante cômodo.




Foi no Egito, em torno de 2100 a.C., que surgiram as primeiras latrinas usadas por pessoas sentadas, criando um padrão empregado até hoje. Cerca de mil anos depois, habitantes da ilha de Bahrein, no Golfo Pérsico, inventaram um mecanismo pioneiro de descarga hidráulica .

A civilização de Harappa, que viveu no oeste da Índia por volta de 2500 a.C., já tinha latrinas com água corrente. Elas eram ligadas a canais construídos com tijolos e faziam parte de um sistema sanitário que incluía câmaras e bueiros. Grandes complexos de esgoto seriam feitos nos primeiros anos da era cristã pelos romanos. 

Na Roma antiga, os banheiros públicos, além de servir para reunir pessoas, também eram freqüentados tanto por homens como por mulheres. Só não há registros históricos precisos que apontem se latrinas lado a lado, por exemplo, eram compartilhadas por indivíduos de sexos diferentes.

Os romanos implantaram banheiros públicos, associados às casas de banho. Era costume entre eles promover debates, banquetes e encontros cívicos em latrinas coletivas, instaladas em grandes bancadas de pedra. Embaixo delas passavam os canais de água corrente, usados para carregar os dejetos, até os rios distantes.




Nos banheiros primitivos, não havia preocupação em oferecer ao usuário material para higiene íntima. O jeito era as pessoas se limparem com o que estivesse à mão, como água, grama e até areia! O papel higiênico só seria inventado em 1857, nos Estados Unidos, por Joseph Cayetty, que pela primeira vez lançou no mercado esses rolos de papel macio.




 


Portanto, podemos pensar em projetos até mesmo nos lugares que nos parecem mais insignificantes, mas que passam a ter um valor especial quando bem aproveitados!!
Banheiros por menores que sejam, podem e devem ser planejados, o que confere a aparência de seu lar um toque final de requinte e sofisticação!!!
Afinal, aquelas latrinas da antiguidade, hoje são apenas histórias interessantes.




Banheiro com hidromassagem






lavabo


Lavabo frente




Fonte: http://mundoestranho.abril.com.br

domingo, 15 de julho de 2012

Arte e Decoração | Grafite

Isso não é uma janela - Autor:Tasso 
     O Grafite - Arte Urbana, é definido como "inscrição feita em paredes". Desde que se constituiu como arte jovem, a forma contemporânea de grafite tem alimentado muitas polêmicas, nascendo clandestino conquistou espaço e reconhecimento artístico ao longo das décadas. Em 2007 ocorreu um grande progresso no reconhecimento do grafite como arte, quando um quadro do ex-grafiteiro Jean-Michel Basquiat atingiu o valor de US$ 14,6 milhões.
        Nascido nas ruas como forma de protesto no fim da década de 60, só chegou as galerias na década de 80, mas sempre fez parte das expressões artísticas da humanidade. Fez parte da arte rupestre e de expressões populares no Império Romano. Herança das ideologias da Pop Art começou a surgir nas ruas da Filadélfia e de Nova Iorque. Os espaços públicos eram disputados por jovens querendo expressar sua insatisfação com a sociedade o que começou com assinaturas, consideradas pichações e vandalismo, evoluiu e deixaram a paisagem urbana mais colorida. O grafite se associou a música com os anos, principalmente ao hip-hop, fez parte da arte impressa em discos e serviu de inspiração para músicas.

Evolução do Grafite






O grafite passou a se integrar a paisagem urbana como nesse prédio na Russia.








Nesse armazém de decoração da AZ.







       A partir daí ele entrou em nossas vidas e em nossas casas fazendo com que cada ambiente se torne único. De um detalhe, a um teto inteiro cheio de arte, ideias e sensações completamente novas. 

 







           Transformando ambientes




           Podendo ser feito por um artista,





ou quem sabe por você mesmo.


Aproveitamento de espaços

 Os vãos das escadas muitas vezes são tidos como vilões por que muitos acham que eles roubam espaços de ambientes. Estamos aqui para provar que nem sempre isso é verdade. E que muitas vezes basta um pouco de criatividade, bom gosto e experiência profissional. Por isso, consultar um especialista é sempre uma boa pedida.

Veja abaixo algumas sugestões pesquisadas, que achamos interessantes e que podem, ou não, se encaixar em seu projeto ou reforma.



Muitos acreditam que escadas apertadas não podem ser aproveitadas, mas aqui está uma prova de como se aproveitar até mesmo embaixo dos degraus da escada. Se pode utilizar para fazer gavetas e guardar pequenos objetos, sapatos e outros objetos que achar interessante. O bom nesse caso é que quando as gavetas estão fechadas ninguém tem como notar a diferença de uma escada tradicional. 

Neste caso e no seguinte as gavetas são aproveitadas na parte de baixo da escada de forma prática e inteligente. Além de ficar bonito e aproveitar os espaços, deixa a casa muito mais organizada.
Lembrando que essa solução de gavetões deve ser realizada onde a escada tenha uma boa circulação de ar e espaço suficiente em frente a elas para a abertura dos gavetões.
 Esta é outra forma de aproveitar espaços inferiores de escada, com uma adega. Particularmente gosto bastante dessa solução e já inclui algumas vezes em projetos do escritório.
Pode ser feito em diversos estilos, rústicos, modernos, despojados. Ótima solução para escadas que tenham pouca ventilação em baixo delas, já que adegas precisa de áreas mais úmidas e com pouca incidência de calor. Para quem é amante de vinhos e não tinha espaço onde por uma adega, fica a dica!



Chegamos na parte os mesmos espaços embaixo de escadas com estantes, prateleiras, bares, copas! Existem várias formas de serem modeladas e aproveitadas. Tudo depende do estilo da casa, o propósito de uso e gosto de quem reside na casa.
Aproveitando com um Bar



Segue alguns exemplos!!!




 


Ambientes aconchegantes formados em espaços que muitas vezes são pouco utilizados! 



E ainda temos como utilizar esses espaços com Jardins de inverno. Lembrando sempre que deve ser composto com plantas que gostem de ambientes internos, pouca iluminação e sua manutenção tem de ser tão regular como o asseio da casa, pois, um jardim de inverno mal cuidado com certeza trás o efeito contrário ao esperado.






Existem sempre várias formas de criar e compor os espaços, use e abuse da criatividade. E não deixe de consultar um profissional da área!!!

Estaremos sempre a disposição!!!